Estresse Oxidativo

A oxidação é um processo bioquímico de perda de elétrons, associado a outro de captação (redução). A oxidação é fundamental para a vida, pois participa na obtenção da energia celular. O estresse oxidativo aparece quando se altera a homeostase óxido-redução intracelular. Este desequilíbrio entre pró-oxidantes e antioxidantes pode ser produzido por uma excessiva produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) e/ou por deficiência nos mecanismos antioxidantes, conduzindo ao dano celular, em tecidos e órgãos.

O estresse oxidativo é responsável pelo envelhecimento prematuro e está ligado a numerosas doenças (cardiovasculares, neurológicas, degenerativas e certos tipos de câncer).

Das muitas reações associadas a uma produção excessiva de EROs, as mais significativas e ligadas a efeitos adversos conhecidos são:

  • Oxidação de lipídeos: a qual desempenha um papel muito importante no processo de aterosclerose. Biomarcadores de peroxidação lipídica são: malonildialdeído (MDA), hidroperóxidos e dienos conjugados.
  • Oxidação de proteínas: a qual dá lugar a uma ruptura de cadeias e à formação de agregados, com a consequente perda de atividade protéica. Biomarcadores deste processo são os produtos de oxidação de proteínas ou AOPP.
  • Oxidação de carboidratos: a qual dá lugar à glicação de proteínas ou AGEs, que, por sua vez, pode causar lesões celulares. Um biomarcador deste processo é a hemoglobina glicosilada.
  • Oxidação do DNA: tanto a nível do DNA mitocondrial como do nuclear. Esta pode produzir mutagénese espontânea, podendo estar envolvida na carcinogênese. Um biomarcador deste processo é a 8-OH-deoxiguanosina.

Na avaliação do estresse oxidativo também é conveniente a análise dos fatores pró-oxidantes, para o seu controle, como:

  • Metais pró-oxidantes: como o ferro e o cobre.
  • Proteínas fixadoras de metais pró-oxidantes: como a ceruloplasmina, a transferrina, a ferritina, a percentagem de saturação da transferrina e a capacidade total de fixação de ferro (CTFF).

Os mecanismos antioxidantes que ajudam a combater o excesso de produção de EROs, neutralizando-os, são:

  • Antioxidantes enzimáticos: como a superóxido dismutase (SOD) e a catalase.
  • Cofatores de enzimas antioxidantes: como o zinco em eritrócitos e o selênio.
  • Antioxidantes não enzimáticos endógenos: como o ácido úrico, a bilirrubina, a albumina, a coenzima Q10 e os tióis totais.
  • Antioxidantes não enzimáticos exógenos: como as vitaminas A, E e C, o palmitato de retinol, os carotenos, a luteína e zeaxantina, o licopeno e a beta-criptoxantina.

Os perfis de estresse oxidativo disponíveis em nosso laboratório (consultar composição) são:

  • Perfil de OR inicial (código CH2)
  • Perfil de OR básico (código ORB)
  • Perfil de OR intermediário (código CH1)
  • Perfil de OR avançado (código OR)
  • Antioxidantes enzimáticos (código AENZ)
  • Poder antioxidante total (código PAT)

A avaliação do estado oxidativo é especialmente indicada para:

  • Pessoas que desejam controlar o processo do envelhecimento
  • Pessoas que desejam prevenir as doenças relacionadas ao estresse oxidativo
  • Pessoas com antecedentes pessoais ou familiares de doenças relacionadas ao estresse oxidativo

Aconselha-se a avaliação do estado oxidativo especialmente a partir dos 40 anos.

Amostra: soro, plasma, sangue total (EDTA) e urina, dependendo do perfil analítico solicitado.
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