Preclampsia Test

A causa da pré-eclâmpsia não foi totalmente determinada, mas se traduz em uma alteração na união uteroplacentária que restringe a chegada de nutrientes e oxigênio ao bebê. Esta alteração desencadeia uma série de reações fisiológicas que alteram os vasos sanguíneos e dão lugar aos sintomas mais claros da doença: pressão arterial elevada e aparição de proteínas na urina (proteinúria).

A maioria das mulheres afetadas por este transtorno não apresentam sintomas severos, pero mas as mulheres que chegam a desenvolver a eclâmpsia ou síndrome de HELLP podem se ver afetadas, tanto elas como o feto. As consequências nos casos severos podem englobar desde desprendimento da placenta, parto prematuro, falha orgânica, convulsões, etc. A mortalidade por esta causa é pouco frequente, mas pode chegar a ocorrer.

A pré-eclâmpsia pode desenvolver-se nas primeiras etapas da gravidez (pré-eclâmpsia precoce), tornando necessária a indução do parto antes da semana 34 de gestação, ou ao final da gravidez (pré-eclâmpsia tardia).

A pré-eclâmpsia precoce é menos frequente que a tardia, mas tem mais consequências sobre a saúde da mulher e do feto, já que sua aparição envolve mais riscos.

A triagem atual da pré-eclâmpsia inclui parâmetros ecográficos e a detecção prematura de seus sintomas (a partir da semana 25 ou, mais frequentemente, da 34).

A pré-eclâmpsia detectada no primeiro trimestre da gravidez permite um acompanhamento apropriado da gestante e do feto.

O fator de crescimento placentário (PlGF, do inglês Placental Growth Factor) é uma proteína angiogênica produzida pela placenta, cuja síntese é diminuída em mulheres com elevado risco de ter pré-eclâmpsia.

A combinação dos níveis de PlGF junto com os valores de pressão arterial e parâmetros ecográficos permite uma taxa de detecção da pré-eclâmpsia precoce de cerca de 78% com uma taxa de falsos positivos de 5%.

O Preclampsia test detecta a possibilidade de que exista este problema no sangue materno entre as semanas 11 e 13+6 da gravidez.

É indicado para todas as mulheres grávidas entre as semanas 11 e 13+6 de gestação, especialmente na com algum dos seguintes fatores de risco:

  • Primeira gravidez ou primeira gravidez com novo parceiro
  • Gravidez anterior com pré-eclâmpsia ou mãe teve préeclâmpsia
  • Diabetes tipo I
  • Índice de massa corporal superior a 35
  • Idade superior a 40 anos
  • Gravidez múltipla
  • Pressão arterial elevada, problemas de rim e/ou diabetes
  • Gravidez mediante fecundação in vitro

O teste permite dar informações adicionais às mulheres com fatores de risco, tranquilizando-as ou alertando-as sobre seu risco com maior precisão.

Amostra: Soro.

Documentação: formulário de coleta de dados específico.

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